Disjuntores - tipos e especificações
O disjuntor é um grande protetor de toda rede elétrica da sua casa, ele é programado para desligar toda vez em que a carga de energia é maior do que a suportada, evitando, assim, acidentes como curto circuitos e incêndios. A grande diferença entre o disjuntor e o fusível é que quando ocorre a sobrecarga o fusível queima e precisa ser substituído, já o disjuntor só desarma e pode ser armado novamente. Conheça os tipos de disjuntores.
Os disjuntores são divididos em três categorias, com três tipos de curvas diferentes:
- Disjuntor unipolar – como o próprio nome já diz, é um disjuntor indicado para circuitos com apenas uma fase, como os circuitos de iluminação e tomadas de sistema monofásico fase de 127 ou 220 v.
- Disjuntor bipolar – para circuito de duas fases, como torneiras e chuveiros com sistemas bifásicos, fase de 220 v.
- Disjuntor tripolar – circuitos de três fases, com 220 ou 380 v.
Os disjuntores de curva B são utilizados para proteger aparelhos como chuveiros, aquecedores, fornos elétricos e lâmpadas incandescentes. Já os disjuntores de curva C protegem máquinas de lavar, motores elétricos em geral, lâmpadas fluorescentes. Os disjuntores de curva D servem para proteger redes com grandes cargas, como transformadores.
Existem outros dois dispositivos de segurança dos disjuntores o DR e o DPS:
- DR – dispositivo diferencial residual – protege pessoas ou animais de choques elétricos.
- DPS – dispositivo de proteção contra surtos – serve para proteger os equipamentos eletrônicos ligados ao circuito elétrico.
Esses dispositivos de segurança são obrigatórios, segundo a NBR 5410 da ABNT, norma sobre instalações elétricas.
DISJUNTORES
DR
Proteção
contra correntes de fuga à terra em instalações elétricas de baixa tensão.
Os
Dispositivos DR, Módulos DR ou Disjuntores DR de corrente nominal residual até 30
mA, são destinados fundamentalmente a proteção de pessoas, enquanto os de
correntes nominais residuais de 100 mA, 300 mA, 500 mA, 1000 mA ou ainda
superiores a estas, são destinados apenas a proteção patrimonial contra os
efeitos causados pelas correntes de fuga a terra, tais como: consumo excessivo
de energia elétrica ou ainda incêndios.
No modo popular o
dispositivo dr funciona assim: Se uma pessoa colocar o dedo na tomada, ele
detecta uma fuga de corrente a terra e desarma. Evitando assim um acidente sério
e até a morte. Caso um fio desencapado entre em contato com a parede ou
uma estrutura metálica ele detecta a fuga e desarma.
O
dispositivo DR tem como função principal proteger as pessoas ou o
patrimônio contra fugas à terra:
Evitando
choques elétricos (proteção às pessoas), Evitando Incêndios (proteção ao
patrimônio).
O DR não
substitui um disjuntor, pois ele não protege contra sobrecargas
e curto circuitos. Para estas proteções, devem-se utilizar
outros disjuntores em associação.
Proteção
contra contato direto: 30 mA
Contato
direto com partes energizadas pode ocasionar fuga de corrente elétrica, através
do corpo humano, para terra.
Proteção
contra contato indireto: 100 mA a 300 mA
No caso
de uma falta interna em algum equipamento ou falha na isolação, peças de metal
podem tornar-se "vivas" (energizadas).
Proteção
contra incêndio: 500 mA
O DR
funciona com um sensor ( uma bobina tipo toroide ) que mede as correntes que
entram e saem no circuito . As duas são de mesmo valor, porém de direções contrárias
em relação à carga.
Se
chamarmos a corrente que entra na carga de +I e a que sai de -I, logo a soma
das correntes é igual a zero. A soma só não será igual a zero se houver
corrente fluindo para a terra , como no caso de um choque elétrico.
DISJUNTORES
A SOPRO MAGNÉTICO
Neste
tipo de disjuntor os contatos abrem-se no ar, empurrando o arco voltaico
para dentro das câmaras de extinção, onde ocorre a interrupção, devido a
um aumento na resistência do arco e consequentemente na sua tensão. Uma das
principais características dos disjuntores a sopro magnético é a grande
resistência do arco voltaico. Os disjuntores a sopro magnético são
usados em média tensão até 24 kV, principalmente montados
em cubículos.
DISJUNTOR
SECO
Disjuntor
cujos contatos principais operam ao ar sob pressão atmosférica.
DISJUNTOR
DE POTÊNCIA
Disjuntores
abertos para elevadas correntes.
DISJUNTOR
TERMO-MAGNÉTICO
Atua
disparando pelo efeito térmico quando em sobrecarga. Atua disparando
instantaneamente pelo efeito eletromagnético de uma corrente de
curto-circuito.
DISJUNTORES
A ÓLEO
O óleo
mineral com suas destacadas características de isolante e extintor, foi
usado desde os primeiros tempos na fabricação de disjuntores.
DISJUNTORES
A GRANDE VOLUME DE ÓLEO (GVO)
Possuem
câmaras de extinção onde se força o fluxo de óleo sobre o arco. Os disjuntores
GVO são usados em média e alta tensão até 230 kV. A característica principal
dos disjuntores GVO é a sua grande capacidade de ruptura em curto
circuito.
DISJUNTORES
A PEQUENO VOLUME DE ÓLEO (PVO)
Os
disjuntores PVO cobrem em média tensão, praticamente, toda a gama de
capacidades de ruptura de 63 kA. No nível de 138 kV a sua capacidade de ruptura
por câmara está limitada a um máximo de 20 kA, o que equivale a dizer que para
maiores correntes de curto – circuito, (31,5; 40 e 50 kA), que são comuns nesta
tensão, deve-se empregar varias câmaras em série com o uso obrigatório de
capacitores de equalização e acionamento mais possante com consequente aumento
do uso e complexidade do equipamento.
DISJUNTORES
A VÁCUO
Grande
segurança de operação, pois não necessitam de suprimento de gases ou
líquidos e não emite chamas ou gases. Praticamente não requerem
manutenção, possuindo uma vida útil extremamente longa em termos de
números de operações a plena carga e em curto circuito. A relação
capacidade de ruptura/volume é bastante grande, tornando estes disjuntores
bem apropriados para o uso em cubículos.Devido à ausência de meio extintor
gasoso ou líquido, podem fazer religamentos automáticos múltiplos.

Comentários
Postar um comentário